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Encontro Imersivo

Encontro de Brincantes

O que uma cidade aprende quando brinca?

Quando
28 a 31 de outubro de 2026
28 a 30 oficina · 30 acolhida · 31 programação
Onde
Centro Cultural Casa Sinestésica
Av. Barcelona, 192, Praia do Morro, Guarapari/ES
Curadoria
Mari Girassol e Ana Uviedo
Tema
Culturas brincantes e práticas tradicionais

Inscrever-se ou proporVer a programação

Ilustração em estilo de xilogravura de cordel colorida, em vermelho, amarelo, azul, verde e rosa sobre papel creme: seis brincantes lado a lado sob um sol de rosto. Uma contadora de histórias com um folheto, uma congueira de chapéu tocando tambor, um boi estrelado ao centro, um dançador de cavalo-marinho no salto, um palhaço de nariz vermelho e um perna de pau.

Contadora de histórias, congueira, boi, cavalo-marinho, palhaço e perna de pau: ilustração em xilogravura de cordel feita para o encontro.

O Encontro

A brincadeira como eixo de ação cultural e cidadã

Boi, congo, cavalo-marinho, roda, palhaçaria, perna de pau, bola de gude, amarelinha: a brincadeira é patrimônio vivo e só continua quando passa de uma pessoa para outra. Ela está nos quintais, nas escolas, nos grupos de cultura popular e no trabalho de quem cuida da infância, mas raramente é tratada como assunto público.

No último fim de semana de outubro, a Casa Sinestésica reúne brincantes de várias cidades para dois dias de oficina, roda, debate e grupos de trabalho. É um encontro de cultura sobre o lugar da brincadeira na vida da cidade, e não segue o formato de capacitação escolar. O encontro integra o Programa de Residências Culturais Formativas da Casa Sinestésica, e quem participa recebe certificado.

Esta primeira edição recebe Helder Vasconcelos, músico, ator, dançarino e brincante pernambucano, fundador do Mestre Ambrósio e criador do Boi Marinho. Nas noites de 28 a 30 de outubro (quarta a sexta, 19h às 21h), ele conduz a oficina O Boi Marinho: um espaço aberto de criação que cruza o Cavalo Marinho com o Congo capixaba e convida os participantes a trazerem seus próprios instrumentos (tambores, casacas, percussão). No sábado, Helder participa da mesa de debate e puxa o cortejo de encerramento com quem fez a oficina.

Roda de passistas nos ensaios do Boi Marinho, grupo de Helder Vasconcelos, para o Carnaval de 2024.

Os Participantes

O convite vai para brincantes de Guarapari, Anchieta, Piúma, da Grande Vitória e de outras cidades: gente da recreação, da palhaçaria, do circo, das artes cênicas, da cultura popular, da contação de histórias, da educação e da educação social, estudantes de Pedagogia, Psicologia e Artes, e quem trabalha com infância em instituições públicas.

A ideia é juntar quem brinca e quer voltar a se encontrar, na Casa ou em outros lugares, para pensar uma agenda comum.

Quem conduz

  • Curadoria

    Mari Girassol

    Recreadora e brincante, residente da Casa. Conduz oficinas no Núcleo de Artesanato do Ateliê Comunitário e abre a roda brincante de sexta.

  • Curadoria

    Ana Uviedo

    Artista-educadora. Fez na Casa a residência GT Brincâncias, entre abril e junho de 2026, e está na mesa de sábado.

  • GT Brincâncias

    Jonathan Alves

    Psicólogo. Integra o GT Brincâncias com Mari Girassol e Ana Uviedo nas residências experimentais da Casa.

  • Comissão

    Bruno de Deus

    Gestor cultural e coordenador da Associação Cultural Sinestesia. Acompanha a gestão, a infraestrutura e a hospedagem do Encontro.

  • Comissão

    Orlando Lopes

    Professor da UFES e pesquisador em leitura e cultura, residente na Casa. Acompanha a articulação institucional e os grupos de trabalho do Encontro.

  • Artista convidado

    Helder Vasconcelos

    Músico, ator, dançarino e brincante pernambucano. Fundador do Mestre Ambrósio e criador do Boi Marinho. Conduz a oficina O Boi Marinho nas noites de 28 a 30 de outubro (6h), participa da mesa de sábado e puxa o cortejo da oficina no encerramento.

  • Mediação

    Dori Sant’Ana

    Artista e professor do Núcleo de Artes Cênicas da Casa. Media a mesa de sábado.

Antes de vir

Oficina O Boi Marinho
28 a 30 de outubro (quarta a sexta), das 19h às 21h (6h de carga horária), com Helder Vasconcelos na Casa. Não é um formato fechado nem rígido: é um espaço aberto de criação que cruza o Cavalo Marinho pernambucano com o Congo capixaba e outras manifestações. Músicos, atores, dançarinos e brincantes podem trazer seus próprios instrumentos (tambores, casacas, percussão).
Crianças e Famílias
A sexta é noite de adultos. Crianças e famílias chegam no sábado à tarde, a partir das 16h, para a roda de brincadeiras e o cortejo da oficina na Praça Paris.
Hospedagem
12 leitos em quartos compartilhados no Hostel Solidário Guarazin, a R$ 80 a diária. A curadoria escolhe quem fica com eles; candidaturas até 17 de outubro, no formulário de inscrição.
Entrada e certificado
Gratuita, com inscrição. Quem participa recebe certificado do Programa de Residências Culturais Formativas, emitido pela Associação Cultural Sinestesia. Quem quiser conduzir uma atividade no sábado pode propor pelo mesmo formulário.

A Programação

Quarta, 28 de outubro

  1. 19h

    Oficina O Boi Marinho (Noite 1)

    Primeira noite da oficina com Helder Vasconcelos, criador do Boi Marinho e fundador do Mestre Ambrósio. Um espaço aberto de criação coletiva que cruza o Cavalo Marinho pernambucano com o Congo capixaba — quem toca ou dança pode trazer seu instrumento (casaca, tambor de congo, percussão). Na Casa Sinestésica.

Quinta, 29 de outubro

  1. 19h

    Oficina O Boi Marinho (Noite 2)

    Segunda noite da oficina com Helder Vasconcelos na Casa Sinestésica. Continuação dos trabalhos de criação corporal, musical e cênica em diálogo com as tradições populares.

Sexta, 30 de outubro

  1. 18h

    Chegada

    Recepção de quem vem de fora e entrada no Hostel Solidário Guarazin.

  2. 19h

    Oficina O Boi Marinho (Noite 3)

    Terceira noite da oficina de Helder Vasconcelos (iniciada na quarta, 28, e quinta, 29, das 19h às 21h). Um espaço aberto de criação coletiva que cruza o Cavalo Marinho pernambucano com o Congo capixaba — quem toca ou dança pode trazer seu instrumento (casaca, tambor de congo, percussão).

  3. 21h

    Roda brincante

    Junta quem fez a oficina e quem chegou para o fim de semana. Mari Girassol e Ana Uviedo abrem a roda: cada pessoa diz o nome e a brincadeira de que mais gosta. Depois as duas conduzem uma sequência de brincadeiras, e os adultos brincam de verdade. Fecha com comida e conversa.

Sábado, 31 de outubro

  1. 9h

    Abertura

    Boas-vindas da Casa Sinestésica e apresentação do dia.

  2. 9h30

    História da brincadeira e pensamento crítico

    Mesa com Helder Vasconcelos, Mari Girassol e Ana Uviedo. Cada um fala a partir da própria prática, do cavalo-marinho pernambucano à recreação e aos quintais brincantes. Dori Sant’Ana media com perguntas preparadas para a mesa.

  3. 10h30

    A brincadeira na formação cidadã

    Debate aberto com o público sobre a importância da brincadeira na formação cidadã e na construção social.

  4. 14h

    Projetos e grupos de trabalho

    Mari Girassol e Ana Uviedo apresentam os projetos que conduzem na Casa e abrem os grupos de trabalho. Três grupos tratam de dinheiro para a infância: editais públicos, editais privados e empreendedorismo. Um quarto grupo discute as práticas profissionais da brincância. Os grupos terminam a tempo de seguir para a Praça Paris.

  5. 16h

    Roda e cortejo da oficina

    Concentração na Praça Paris, na Avenida Paris, Praia do Morro. Primeiro, uma roda aberta de brincadeiras com quem veio ao encontro, crianças, famílias e vizinhança. Na sequência, o cortejo da oficina O Boi Marinho, com Helder Vasconcelos e quem participou da formação — Helder vem sozinho; o Boi Marinho como grupo não entra na rua. Termina com um encerramento brincante. A rota do cortejo sai na semana do encontro.

O GT Brincâncias

O GT Brincâncias é o grupo de trabalho da Casa Sinestésica dedicado à brincadeira. Reúne, em residências experimentais, a recreadora e brincante Mari Girassol, a artista-educadora Ana Uviedo e o psicólogo Jonathan Alves.

Desde abril de 2026, o grupo ocupa a Casa com tardes de brincadeira, brinquedos de material reutilizado, Cineclube Mirim e prática de congo. Com isso, a infância entrou de vez nos interesses do Núcleo de Artes Cênicas. O Encontro de Brincantes nasce desse trabalho.

A residência de Ana Uviedo

O Plano de Ação 2027

O encontro termina com um plano: o que quem brinca quer fazer junto em 2027, na Casa e fora dela. O plano é escrito nos grupos de trabalho de sábado, e os pontos abaixo são o ponto de partida.

Agenda formativa
Oficinas e formações a partir de março de 2027, depois do Carnaval, marcadas com antecedência para dar tempo de planejar e divulgar.
Temas para aprofundar
O lugar social da brincadeira tradicional, a brincadeira na primeira infância, ler brincando, leitura e autismo, e o teatro infantil.
Dinheiro para a infância
Acompanhar editais públicos e privados e os fundos públicos da infância, e preparar projetos com tempo.
Rede na cidade
Seguir a conversa com quem trabalha com infância em Guarapari, na educação, na saúde e na assistência social, e trazer essas pessoas para a Casa.
Atividades na Casa
Transformar o que sair do encontro em atividades regulares do GT Brincâncias e do Núcleo de Artes Cênicas.

O Programa de Residências Culturais Formativas

O Encontro de Brincantes faz parte do Programa de Residências Culturais Formativas da Casa Sinestésica. O programa recebe artistas, educadores e agentes culturais para períodos de imersão em Guarapari, de um dia a um mês, com acompanhamento da Casa e devolutiva pública ao final.

O GT Brincâncias nasceu dentro do programa: foi numa residência que Ana Uviedo trabalhou na Casa entre abril e junho de 2026, e Mari Girassol segue como residente. O Encontro abre esse trabalho para quem vem de fora.

Conhecer o programa e propor uma residência

Certificado
Quem participa do Encontro recebe certificado do Programa de Residências Culturais Formativas, emitido pela Associação Cultural Sinestesia.
Depois do Encontro
Quem quiser continuar pode propor uma residência à Casa. As propostas chegam em fluxo contínuo, em qualquer linguagem, e a hospedagem no Hostel Solidário Guarazin pode entrar no plano.

Inscrição

A entrada é gratuita. Inscreva-se para estar no fim de semana ou proponha uma atividade para o sábado.

Quero propor uma atividade

Oficina, roda, minicurso ou grupo de trabalho para o sábado.

A atividade
Quem chega
Hospitalidade

São 12 leitos em três quartos compartilhados de 4 camas no Hostel Solidário Guarazin, nas noites de sexta e sábado. Quem escolhe é a curadoria, não a ordem de chegada: os leitos são divididos entre estudantes, professores, artistas, agentes culturais e representantes institucionais, com prioridade para quem vem de fora de Guarapari. O prazo de candidatura passou; novos pedidos entram na lista de espera.

Os Encontros Imersivos são fins de semana em que a Casa Sinestésica recebe grupos da cultura para construir pautas e agendas de ação.