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Exposição · Núcleo de Artes Visuais

ANEMOIA

Aquarelas de Júlio Tigre — 18 obras na galeria do espaço da Casa Sinestésica. Em cartaz na galeria. Aberta em 24 de setembro de 2026 · 19h. Entrada gratuita.

Lembranças que nunca foram vividas

18 obras em aquarela, de tamanhos diversos, compondo um painel. Materialmente, são obras produzidas em épocas distintas, reunidas em uma mostra dedicada à técnica da aquarela. As imagens integram um repertório imaginário construído ao longo de diferentes fases do autor.

Embora evoquem paisagens, pessoas e objetos familiares, foram produzidas de memória, sem o compromisso de representar lugares, figuras ou acontecimentos reais. Em diálogo com o conceito de “Anemoia” — a nostalgia por um tempo ou lugar que nunca foi vivido — as aquarelas propõem um território de lembranças inventadas, onde memória e imaginação se confundem.

A mostra estará intrinsecamente comprometida com a oficina de aquarela a ser ofertada no Espaço Cultural Casa Sinestésica, compartilhando não apenas os procedimentos técnicos da linguagem, mas também os processos de construção dessas imagens.

Repertório em aquarela

Seleção enviada pelo artista — as 18 peças da mostra serão documentadas após a montagem.

Aquarela de uma pessoa e um cão diante do mar — Júlio Tigre
Aquarela noturna de pessoa com uma luz diante de uma casa — Júlio Tigre
Aquarela de cena imaginária em restaurante com figuras caricatas — Júlio Tigre
Aquarela de praia com barcos ancorados — Júlio Tigre
Aquarela de cena circense com palhaços e público — Júlio Tigre
Aquarela de interior em ruínas com escadas e figura de terno — Júlio Tigre
Aquarela de estrada rural com árvores — Júlio Tigre
Aquarela de paisagem urbana com morro e rio — Júlio Tigre
Aquarela de cachorro olhando gota d’água — Júlio Tigre
Aquarela de praia e morro costeiro — Júlio Tigre
Aquarela de interior em ruínas com uma figura ao fundo — Júlio Tigre
Júlio Tigre à beira-mar — artista plástico, desenhista e fotógrafo
Júlio Tigre

Júlio Tigre

Artista plástico · Oficineiro do Ateliê · Núcleo de Artes Visuais

Júlio Tigre é artista plástico, desenhista e fotógrafo. Sua produção atravessa pintura, escultura, instalação, fotografia e linguagens híbridas, com obras site-specific e investigações sobre espaço, temporalidade e habitar.

Desde 2003 desenvolve o projeto Inquilino — intervenções em residências desocupadas que exploram ruína, memória e espacialidade. A retrospectiva foi apresentada no MAES (Vitória, 2024). É autor do livro Algum lugar algum (2005) e cocriador de Aquarum, instalação premiada pela Funarte na GAP/UFES.

Na Casa Sinestésica, integra o Núcleo de Artes Visuais como residente formativo e oficineiro, conduzindo a oficina de aquarela com foco em paisagem, gesto e experimentação de materiais.

Da galeria ao ateliê

A mostra e a oficina compartilham técnica e processo. Abertura ampliada (expo + público da oficina; cineclube em articulação). Terças, 15h · inscrição contínua.