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Agosto na Casa Sinestésica: um ciclo se fecha, outro começa

A programação de agosto marca o fim de um tempo mais experimental nas Residências Formativas e a abertura de um ciclo mais programático — com calendário, eixos e continuidade de fomento já definidos.

Ilustração editorial: porta da Casa Sinestésica entre o ciclo experimental e o ciclo programático — agosto, Residências Formativas

No Programa de Residências Formativas, o que veio até aqui foi um ciclo de experimentação — residências, práticas e formatos testados no chão da Casa Sinestésica, em diálogo com o território e com a rede que passa por Guarapari. Esse tempo não some: ele se transforma em método. A partir de agora, a Casa entra em um ciclo mais programático: menos improviso necessário, mais continuidade anunciada; menos “vamos ver o que cabe”, mais “isto é o que a Casa sustenta ao longo do semestre”.

Dois encerramentos dão o tom factual desse giro.

Encerram-se os planos de trabalho do edital do Pontão de Cultura (SECULT/ES nº 06/2024). O que foi produzido sob essa rubrica — formação, articulação, residência, manutenção do equipamento cultural — passa a prestação de contas e a memória de execução. Não é o fim do Pontão como lugar; é o fim de um plano de trabalho que materializou boa parte do que a Casa pôde fazer neste período.

Encerra-se também o ciclo 01 do Edital SECULT/ES nº 03/2025 — Espaços Culturais. A programação continuada que ocupou a Casa nesse primeiro ciclo cede lugar à preparação do ciclo 02: nova etapa de oficinas, encontros e ações formativas, já com a lógica de calendário e eixos que o edital exige — e que a Casa agora assume com mais clareza pública.

Enquanto um plano se fecha e um ciclo se completa, outros fios seguem buscando conexão — e isso importa dizer em voz alta.

Continua a execução das emendas parlamentares que sustentam a infraestrutura da Casa: a do Dep. Helder Salomão, voltada ao Ateliê Comunitário; a do Sen. Fabiano Contarato, voltada às Residências Culturais e Formativas; a da Dep. Camila Valadão, voltada à gestão institucional; e a da Dep. Iriny Lopes. Não são “mais um projeto”: são a base que permite que o programa não caia quando um edital estadual muda de fase.

Por isso agosto não é só “mês cheio”. É o mês em que a Casa Sinestésica corrige rumos na oferta das Residências Formativas: do experimental que inventou caminhos ao programático que os sustenta. Quem chega à Praia do Morro neste mês encontra o fim de um ciclo e o começo de outro — com a mesma porta, e outro modo de abrir.

A programação de agosto é o primeiro anúncio desse novo tempo. A Casa convida a acompanhar, a participar e a ler a agenda como o que ela é agora: não só lista de eventos, mas mapa de um programa em fase de consolidação, arquitetando continuidades e permanências.