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A Casa em movimento

Antes de ser vitrine, a Casa é ocupação. Neste setembro isso aparece sem disfarce: quem se forma, quem acaba de chegar, o que a política de cultura publica, o que o pátio reserva para o fim de semana que abre a temporada.

Ilustração de uma roda de conversa no pátio da Casa Sinestésica, com pessoas sentadas em círculo sob palmeiras.

Há casas que escolhem um cartaz e esperam. A Sinestésica, neste setembro, faz o inverso: deixa ver o que já está em curso. Participação comunitária no pátio, formação no ateliê, o que a política pública acaba de assinar, o fim de semana que abre a temporada. Não é vitrine. É movimento.

Participar aqui nunca foi só atravessar a porta. É ocupar a oficina e o palco, sentar no Conselho, propor, inscrever-se, realizar. Os Encontros Imersivos do semestre são o método dessa ocupação. A temporada começa em 18 e 19 de setembro, encontro livre. Dali a Casa anuncia Brincantes, Tecnologias Livres e Cultura e Saúde — cada um no tempo certo, cada um na própria página. Fora do muro, o Mapeamento de Pontos de Cultura e o Censo de Hábitos Culturais seguem escutando o litoral sul: quem atua, como se chega, o que falta. Associação, ateliê, residência e hostel não competem entre si. São portas da mesma casa.

No ateliê o semestre ganha corpo. Chegam as bolsas do Juventude Solidária — Ateliê Comunitário Jovem, cinco vagas com ajuda de custo, aprovadas pela SNJ em junho. Jovens no chão da formação que a Casa já oferece à comunidade. Os nomes permanecem na operação com a SNJ; não entram nesta página. O público vê outra coisa: presença.

Também em setembro a Secretaria de Estado da Cultura divulgou o resultado preliminar do Chamamento 04/2026, fomento a projetos continuados de Pontões de Cultura (Cultura Viva / PNAB, ciclo 2). Na Categoria II — Geral, a Associação Sinestesia Criatividade Coletiva, de Guarapari, consta entre as selecionadas, com 86,6 pontos. A ata da comissão é de 2 de setembro; o aviso no Diário, de 3. Há 3 dias úteis de recurso, pelo Acesso Cidadão. Homologação e contrato vêm depois. A Casa não trata o número como ciclo já em execução. Trata como o que a Secult publicou até agora.

Em 4 de outubro o município vota. A Casa não faz palanque. Acompanha o que decide o chão da cultura dali em diante: Conselho Municipal, prazos de fomento, Cultura Viva, PNAB. Quem ocupar o executivo local decide orçamento, edital e equipamento. A rede precisa chegar acordada. Os prazos, esses, não esperam o pleito.

O mês já tem pulso. Dança, artesanato, teatro, aquarela, mosaico e grafite seguem a semana. No Hostel Guarazin a residência formativa permanece, diária solidária a R$ 80. E o pátio, nos dias 18 e 19, abre a temporada.

Na sexta, às 18h, é o lançamento do livro Entre Cicatrizes, de Carol Canterin. Às 19h abre a exposição ANEMOIA — aquarelas de Júlio Tigre, ainda não em cartaz. Pelo pátio passam o varal literário Autores Guaraparienses e o sarau Microfone Aberto — Fragmentos de Leituras Dramáticas. Horário desses dois, a Casa ainda não publicou.

No sábado o dia muda de temperatura. Manhã de mosaico e grafite. À tarde, masterclass de Dramaturgia com Saulo Ribeiro, das 15h às 17h. E o Clube de Leitura reencontra O filho de mil homens, sessão 2/2, também sem horário na página. Quem quiser cada oferta encontra o endereço. Quem quiser o mês, a Agenda.